Narcisismo e Alteridade na Organização Bancária. DOI:10.15600/1679-5350/rau.v1n1p131-144

Marilou Manzini Covre

Resumo


Tendo em mente aspectos da questão narcísica, pode-se ter como um marcante sintoma social contemporâneo a robotização (a anti-alteridade) do ser humano, que pode ser sinalizado pelo ideal do eu negativo (Freud), pelo narcismo de morte (Green), pelo falso-self (Winnicott). Pode-se apreender isto nas organizações sociais onde se produz a vida humana e sua decorrência. Enfoca-se aqui o setor gerencial de um banco, onde o sofrimento não pode ser percebido, o que desnorteia as pessoas e a própria organização em sua função e em seu ideal social. Há que se desvendar que tipo de “sugestão”/elo erótico exercem os líderes (Freud, Ferencsi). E perceber-se que, na relação dos representantes do Outro com os receptores das ordens/mensagens, pode haver um espaço mediador que permite uma apropriação da mensagem que elabora o sofrimento, permitindo uma gratificação também. Eis que a organização também carece de certa escuta clínica.

Palavras-chave


Narcisismo, Líderes, Alteridade, Sintoma Social

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Revista de Administração da Unimep. ISSN 1679-5350. Publicação eletrônica vinculada ao Programa de Pós-graduação stricto sensu em Administração da Universidade Metodista de Piracicaba.