A GESTÃO DA ESTRUTURA DE CAPITAL DOS PAÍSES ANDINOS PÓS-CRISE DE 2008

Santiago Valcacer Rodrigues, David Ferreira Lopes Santos

Resumo


Este estudo analisa os fatores determinantes da estrutura de capital das empresas estabelecidas nos países andinos com listagem nas três principais bolsas daquela região, Chile, Colômbia e Peru entre os anos 2009 e 2013. A América Latina é uma das regiões emergentes do mundo, porém com países e características regionais heterogêneas, onde os reflexos de mudanças estruturais nos mercados financeiros, como a crise do subprime em 2008 se apresentam de forma distinta, em especial, com a volatilidade dos ativos, redução nos investimentos estrangeiros, nas linhas de crédito internacionais e na liquidez para emissões de títulos de dívida; todos esses fatores estão diretamente associados às estratégias de endividamento das empresas. A escolha da estrutura de capital das empresas é um dos tópicos mais relevantes em finanças corporativas. As pesquisas sobre estrutura de capital têm evoluído sob duas correntes de análise: Trade-off Theory e Pecking Order Theory. Nesse sentido, a prospecção atual de pesquisas sobre estrutura de capital procura avançar nessa fronteira de análise, a partir de estudos comparativos entre países e sob condições geográficas e econômicas específicas. A pesquisa compreende uma amostra de 129 firmas de capital aberto com informações financeiras completas entre 2009 e 2013, sendo 75 empresas chilenas, 11 colombianas e 43 peruanas. Trabalhou com informações anuais em um painel balanceado, totalizando 645 observações no período ao nível da firma. O método de pesquisa utilizado foi a Análise de Regressão com Dados em Painel ponderado que apresentou ajuste adequado para suportar a análise dos resultados. Verificou-se que as empresas Chilenas e Peruanas têm suas decisões de endividamento pautadas na Pecking Order Theory, pois priorizam as fontes internas de financiamento e, portanto, àquelas com maiores níveis de rentabilidade e geração de caixa são menos endividadas. As empresas Colombianas apresentaram maior alinhamento aos pressupostos da Trade-off Theory assinalando que as empresas possuem endividamentos alvos e usam as dívidas para reduzirem os custos de agência. Verificou-se, também, que os fatores de endividamento são distintos em função do perfil das dívidas quanto aos prazos. Os fatores que influenciam o endividamento das empresas são mais significativos para as dívidas de curto prazo frente os de longo prazo e as variáveis de tangibilidade, tamanho e risco apresentam influência inversa entre os níveis de estrutura de capital de curto e longo prazo. Os resultados proporcionam novos insights à compreensão dos determinantes da estrutura de capital na América Latina e contribui na formulação de estratégia não apenas para as empresas estabelecidas nestes países, como aquelas que pretendem atuar nesta região e precisarão se adequar a realidade regional.


Palavras-chave


América Latina; Alavancagem; Endividamento; Desempenho Financeiro; Economias Emergentes

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DOI: https://doi.org/10.15600/rau.v16i3.1201

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