COOPERAR VALE A PENA? UMA ANÁLISE COMPARATIVA DO DESEMPENHO DE EMPRESAS EM REDE, PARTICIPANTES DE FRANQUIAS E EMPRESAS INDIVIDUAIS. DOI: 10.15600/1679-5350/rau.v14n1p80-113

Douglas Wegner, Jaqueline Inês Agnes, Aldo Leonardo Cunha Callado, Antônio André Cunha Callado

Resumo


As dificuldades competitivas de micro e pequenos empreendimentos são notórias, dado seu pequeno porte e as limitações de acesso a recursos. Na tentativa de garantir sua sobrevivência no mercado, muitas pequenas empresas vêm adotando estratégicas cooperativas como participar de redes associativas ou iniciar suas atividades por meio de franquias. Diversos estudos apresentam os benefícios das redes de cooperação e franquias em detrimento da atuação individual no mercado. Porém, não há estudos que comparam o desempenho de empresas que atuam nestes diferentes formatos. Por meio de uma survey com 90 empreendimentos brasileiros de pequeno porte, o presente estudo comparou o desempenho de empresas individuais, participantes de redes e participantes de franquias em cinco dimensões: lucratividade, crescimento, satisfação dos clientes, satisfação dos funcionários, e responsabilidade social e ambiental. Os resultados revelaram o desempenho superior das franquias em diversas dimensões de desempenho, tanto em relação às empresas individuais (nas dimensões satisfação dos clientes, satisfação dos funcionários, responsabilidade social e ambiental) quanto em relação às empresas participantes de redes de cooperação (na dimensão responsabilidade social e ambiental).  Empresas participantes de redes de cooperação também superaram as empresas individuais em algumas dimensões (satisfação dos funcionários, crescimento). Por outro lado, empresas que atuam individualmente no mercado não obtiveram vantagem em nenhuma dimensão de desempenho, quando comparadas com as outras duas formas de atuação, confirmando as dificuldades enfrentadas por essas empresas. Os resultados têm implicações teóricas e gerenciais, com sugestões para micro e pequenas empresas. Como principal implicação, a pesquisa revela que a forma de atuação de uma empresa no mercado pode favorecer seu desempenho e consequentemente aumentar suas chances de sobrevivência. Portanto, o principal problema não é, necessariamente, o porte da empresa, mas o fato de atuar individualmente. A opção pela cooperação, seja por meio de redes associativas ou franquias, demonstrou-se vantajosa para os empreendimentos que decidiram por tais estratégias. Tanto empresários como formuladores de políticas públicas de incentivo às micro e pequenas empresas podem se beneficiar desses resultados, gerando novas ações no apoio e reduzindo a alta taxa de mortalidade identificada entre pequenos empreendimentos. Como contribuição gerencial às empresas individuais, recomenda-se a busca contínua de conhecimento e a troca de informação com outras empresas, de forma a obter ganhos em competitividade nos mercados em que atuam, aprimorar o seu funcionamento e possibilitar o crescimento sustentável de seus negócios. Formar ou entrar em redes de cooperação também é recomendado, pois os ganhos proporcionados pela atuação em rede podem auxiliar no crescimento e consolidação das empresas.

Palavras-chave


estratégia de cooperação; pequenas empresas; desempenho; redes de cooperação; franquias.

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DOI: https://doi.org/10.15600/rau.v14i1.838

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