A COMPENSAÇÃO DOS GESTORES, A SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL E A PERFORMANCE DAS EMPRESAS BRASILEIRAS. - DOI: 10.15600/1679-5350/rau.v13n2p186-212

Thayse Machado Guimarães, Fernanda Maciel Peixoto

Resumo


Os temas governança corporativa e sustentabilidade empresarial são analisados, especialmente, em relação à performance das organizações. Espera-se que a maior preocupação com a gestão transparente das empresas, com seus conselhos de administração e com os demais stakeholders, bem como o maior envolvimento das organizações com o ambiente, com a economia e com a sociedade, possibilitem às empresas maior eficiência econômica, confiança aos investidores, melhorias na imagem, captação vantajosa de recursos financeiros e vantagem competitiva. Pela análise da literatura a respeito destes dois temas, não se pode inferir que o fato da empresa apresentar boa performance seja garantia de maiores compensações a seus gestores e vice-versa. Ademais, não há um consenso a respeito dos investimentos em sustentabilidade, pois há casos em que as organizações que não fazem parte do ISE apresentam melhores indicadores de performance financeira. Desse modo, este trabalho tem por objetivo identificar a influência da compensação dos gestores e da sustentabilidade empresarial na performance das empresas brasileiras não financeiras da BM&FBovespa de 2009 a 2013. A investigação envolveu este período, visto que, por meio da instrução da CVM 480 de 2009, as empresas de capital aberto foram obrigadas a apresentar informações detalhadas sobre a remuneração dos administradores. A respeito da metodologia, esta pesquisa classifica-se como descritiva, quantitativa e de levantamento. Foram utilizados dados secundários de 236 empresas, considerando-se fontes como: (i) Formulário de Referência da CVM e Relatório 20-F da SEC para obtenção das variáveis de compensação dos gestores; (ii) Carteiras do ISE da BM&FBovespa para identificação das empresas listadas ou não no ISE; (iii) Carteiras do IGC da BM&FBovespa para identificação das empresas listadas no Novo Mercado; e (iv) Economática para obtenção das variáveis de desempenho, valor e de controle.Em relação às variáveis, além da remuneração fixa concedida aos executivos, foram construídos três índices, por meio da técnica de análise dos componentes principais, os quais refletem a qualidade da remuneração dos gestores. A sustentabilidade empresarial foi observada pela participação ou não no ISE da BM&FBovespa. Já a performance organizacional foi avaliada conforme indicadores de desempenho contábil, medido pelo retorno do ativo, e de valor de mercado, apurado pelo market-to-book e pelo Q de Tobin. Para realizar a análise das relações propostas, utilizou-se o software Stata 11 e trabalhou-se com modelos de regressão com dados em painel. Pelos resultados obtidos, é possível inferir que as organizações, que concedem melhores compensações a seus gestores, tendem a possuir melhores indicadores de desempenho contábil e maior valor de mercado, mas não foi observada relação estatisticamente significativa com o indicador de sustentabilidade empresarial.


Palavras-chave


Compensação dos Gestores; Sustentabilidade Empresarial; Desempenho Contábil; Valor de Mercado; Organizações

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DOI: http://dx.doi.org/10.15600/rau.v13i2.881

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